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TI para Negócios

Como fazer a tecnologia trabalhar pelo seu sucesso e da sua empresa

- Dados foram extraídos da base de lojistas que utilizam a plataforma de serviços de e-commerce da Nuvem Shop, hoje com mais de 15 mil lojas movimentando o mercado online.
- Segmento de moda é o maior em volume de transações (57%), seguido de saúde e beleza (13%) e casa e jardim (6%). Destaque para o segmento de tecnologia, com o ticket médio campeão de R$ 467

A enorme expansão do mercado de dispositivos móveis transformou o Brasil no sexto país do mundo em número de usuários de smartphones, impulsionado cada vez mais o m-commerce. As transações realizadas via dispositivos móveis ganham ainda mais importância para o comércio eletrônico. Cresce o número de transações mobile, assim como o volume de compras, aumentando a participação na receita dos lojistas virtuais.
Para acompanhar o comportamento desse nicho do e-commerce no país, a Nuvem Shop, acaba de realizar um levantamento que aponta o aumento de mais de 75% no número de compras virtuais realizadas por meio de dispositivos móveis no último trimestre (julho a setembro), em comparação com o mesmo período de 2016. A tendência se confirma ao considerar o período entre janeiro e setembro de 2017, onde houve um aumento de 80% comparado ao mesmo período do ano anterior. Os resultados foram extraídos da base de lojistas que utilizam a plataforma de serviços de e-commerce da Nuvem Shop, que possui mais de 15 mil lojas movimentando o mercado online atualmente.
De acordo com Alejandro Vásquez, cofundador e diretor da equipe de atendimento ao cliente da Nuvem Shop, o levantamento ajuda a identificar o perfil dos consumidores e as principais tendências do mercado de e-commerce. “O nosso comportamento como consumidor está mudando junto com os celulares e os empreendedores e varejistas têm excelentes oportunidades de aumentar as vendas. É preciso estar atento ao crescimento das transações via dispositivos móveis”.
Terceiro trimestre de 2017
O recorte do terceiro trimestre revelou ainda que o volume das compras via mobile representou 46% do total de transações, contra 35% no mesmo período do ano passado, um crescimento de 11%.
Também o percentual de receita dos lojistas virtuais decorrente das transações mobile cresceu 9,5%, passando de 26% em 2016 para 35,5% em 2017. Neste período, o ticket médio de vendas via mobile foi de R$ 209,66.
A origem do tráfego via dispositivos móveis tem grande representatividade e no último trimestre, foi responsável por 71% do total de acessos nas lojas virtuais hospedadas na plataforma da Nuvem Shop, sendo 34,15% via Facebook; 27,02% via Google; 14,71% internautas que digitam o domínio direto da loja; 12,82% via Instagram; e 11,30% via outros meios online.
No terceiro trimestre de 2017 o segmento de moda realizou o maior volume de negócios, com 57% das transações, seguido de saúde e beleza, com 13% e casa e jardim, com 6%. O destaque foi o segmento de tecnologia, com ticket médio campeão de R$ 467,00.
Janeiro a setembro de 2017
A Nuvem Shop também levantou os dados do m-commerce referentes a 2017, contemplando os meses de janeiro até setembro. Semelhante aos resultados do último trimestre, durante todo o ano, é possível observar um crescimento do volume das compras via mobile, que passou de 33,7% em 2016 para 43,6%, ou seja, um aumento de quase 10%.
A receita dos lojistas via transações mobile, que em 2016 era de 23%, agora é de 33%, um incremento também na casa dos 10%. Já o ticket médio de vendas via mobile de janeiro a setembro de 2017, foi de R$ 198,18.
O segmento de moda segue na liderança dos negócios virtuais, com 56% das transações, seguido de saúde e beleza, com 15%, e casa e jardim, com 6%.
A origem do tráfego via mobile foi responsável por 69,5% do total de acessos nas lojas hospedadas na plataforma da Nuvem Shop, sendo 36,8% via Facebook; 25,76% via Google; 15,58% internautas que digitam o domínio direto da loja; 10,57% via Instagram; e 11,28% via outros meios online.

por Edmilson Santana*

Desde quando a nota fiscal eletrônica se tornou obrigatória em todo o País, em 2007, o sistema da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz) já mudou várias vezes o processo por conta dos ajustes à nova realidade fiscal brasileira, que envolve corrigir erros, mudar algumas informações e se tornar cada vez mais eficiente.

Assim, quando um grupo de mudanças é reunido, são liberadas notas técnicas que trazem essas diversas alterações nos processos de emissão da NF-e. Em 2018 é a vez da NF-e 4.0! É importante acompanhar essas mudanças, pois elas acontecem de forma rápida e o não cumprimento do padrão determinado pela SEFAZ para emissão de uma nota fiscal eletrônica pode prejudicar sua empresa.

A versão 3.10, que é anterior à 4.0, será desativada em abril de 2018. Por isso, é importante garantir que o sistema utilizado para a emissão de documentos fiscais esteja adequado para a nova geração da NF-e. E o que muda com a NF-e 4.0?

A NF-e 4.0 trouxe várias mudanças de leiaute, campos novos e regras de validação. Só para citar algumas, foi criado um grupo que vai rastrear produtos propensos à regulação sanitária, como por exemplo, produtos veterinários, medicamentos, bebidas, produtos odontológicos, entre outros que tem supervisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Esse novo campo é chamado “Rastreabilidade de Produtos”.

Uma outra mudança importante da NF-e 4.0 é a criação de novas modalidades de frete. Foi incluído o transporte próprio por conta do remetente, assim como o em função do destinatário. O campo do valor total do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), devolvido quando este for informado nos itens também é outro diferencial. O campo “Formas de Pagamento” mudou para “Informações de Pagamento” e foi adicionado o campo valor do troco. Assim, o campo indicativo da Forma de pagamento foi removido. O grupo “Informações de Pagamento” vai ter validação de preenchimento para NF-e e para NFC-e (Nota Fiscal de Consumidor Eletrônica), de acordo com o critério estabelecido por cada Estado.

O ambiente de produção da NF-e 4.0 entrou em vigor desde o início de outubro. A partir desta data, as notas fiscais já estão sendo emitidas na versão 4.0, mas ainda é opcional. As duas versões – 4.0 e 3.1 – estão disponíveis. A desativação da versão anterior, porém, já está aí, e deve encerrar em dois de julho de 2018. Ou seja, é o prazo final para a migração à nova versão da NF-e. O modelo antigo 3.10 será desativado e só será possível emitir a nota fiscal na versão 4.0.

É importante que neste período de recesso que se aproxima as empresas não deixem suas operações fiscais “de férias” também. Apesar do ambiente da NF-e 4.0 estar em produção, o tempo, agora, range. É hora de aproveitar este momento para adequar os sistemas, buscando parceiros especializados a fim de não prejudicar as operações e, consequentemente, os negócios, quando o ambiente 4.0 entrar em vigor.

*Edmilson Santana é consultor SAP/ NF-e da AMcom, empresa especializada em sustentação e desenvolvimento customizado de sistema. Mais informações www.amcom.com.br

Por Silvio Vidoto*

Há quem diga que a informação é o novo petróleo. As tecnologias de big data e analytics abriram inúmeras possibilidades, principalmente para quem trabalha com planejamento de comunicação e marketing. Por outro lado, é preciso lembrar que os princípios deste trabalho continuam os mesmos. Não adianta fazer um plano de levantamento e análise de dados, se o objetivo central da campanha não for o propósito primordial do marketing: a conquista do cliente.

Autor dos conceitos mais tradicionais de marketing, Philip Kotler coloca o cliente como a finalidade central das ações. Este princípio não mudou, mas o que temos agora são novas ferramentas e maneiras de fazer esta conquista.

Hoje, com a análise de dados públicos disponíveis na rede, conseguimos saber onde nosso cliente está, do que ele ou ela gosta, em que horário está online e como se comporta nas redes. Conseguimos também falar diretamente para esta pessoa quando partimos para as ferramentas de segmentação.

São soluções que facilitam, e muito, o trabalho do profissional de marketing, mas que também podem limitar as perspectivas de crescimento do negócio. Uma das grandes armadilhas do marketing digital pode ser justamente a segmentação excessiva do target. Quem fica dependente das medições e segmentações pode acabar fechando portas para novas oportunidades.

Dependendo do produto, uma campanha mais abrangente pode atrair a atenção de outros públicos ou, até mesmo, gerar indicações. Quando uma marca é conhecida por um número maior de pessoas, o reconhecimento do cliente tende a aumentar nesta mesma proporção.

Esta foi a lógica que fez tanto sucesso com os anúncios no horário nobre da TV nas décadas de 80 e 90. Milhares de pessoas assistiam ao anúncio, apenas uma pequena parcela delas era, realmente, cliente em potencial para aquele produto. E há marcas que são reconhecidas até hoje. Atualmente, porém, é muito raro ver uma marca oferecendo insistentemente seu produto para todo mundo.

Integração de estratégias

O perfil de preferência e comportamento de consumidores e clientes mudou. As pessoas buscam conteúdo de qualidade e características com as quais se identificam naquela marca. Por exemplo, marcas que postam conteúdos relevantes nas redes sociais, conquistam maior número de seguidores, independentemente de serem clientes ou não. Recentemente, uma pesquisa realizada pelo LinkedIn mostrou que o conjunto de pessoas que utiliza a rede social para buscar conteúdo é 15 vezes maior do que o grupo que está em busca de emprego.

São as interações e a troca de conteúdo relevante que fazem o sucesso de uma campanha digital. E, estas interações não partem apenas das ações online. Recentemente, a Unify participou de um grande evento de tecnologia. Nossa participação, como expositores, seguiu a uma metodologia bem tradicional de marketing e, além do sucesso no estande, nossa presença nas redes sociais fez toda a diferença. Conquistamos um alcance de quase 100 mil pessoas com as nossas ações digitais e, quase três semanas após o término do evento, continuamos a estabelecer contatos com stakeholders nas redes.

Neste caso, foi o marketing tradicional que abriu espaço para uma campanha digital muito bem-sucedida. Outro ponto importante neste caso foi a uniformidade do discurso em nossas mídias sociais, nas redes das nossas empresas parceiras e dos nossos executivos. Quando as informações que chegam em diferentes canais são coerentes umas com as outras, elas ganham credibilidade junto ao cliente.

Por tudo isso, uma das estratégias que mais valorizamos e estimulamos é a participação de líderes e de parceiros nas redes. Quando um líder produz conteúdo de qualidade, ele atrai a atenção para a marca que representa e fica mais próximo do cliente em potencial.

Um dos conceitos mais conhecidos para estas ações é o de “Cultura Participativa”, defendido pelo professor Henry Jenkins, um dos maiores pesquisadores em mídia digital do mundo. Ele diz que “o fluxo de conteúdos por múltiplas plataformas de mídia, a cooperação entre múltiplos mercados midiáticos e o comportamento migratório dos públicos dos meios de comunicação” criam uma cultura de convergência. Quando o conteúdo da sua empresa é convergente nas redes sociais, ele ganha relevância e, ao mesmo tempo, a credibilidade de quem realmente interessa: o cliente.

* Silvio Vidoto é diretor de Marketing da Unify