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TI para Negócios

Como fazer a tecnologia trabalhar pelo seu sucesso e da sua empresa

Por Leonardo Goldim*

O plenário do Senado aprovou no dia 10 de julho o PLC 53/2018, proposta de lei que regulamenta como as empresas ou setor público poderão coletar e tratar os dados dos usuários na Internet. Aprovado também no Congresso, agora o texto segue para a sanção do presidente Michel Temer.

A proposta, do deputado Milton Monti (PR-SP), garante maior controle dos cidadãos sobre suas informações pessoais, definindo os casos em que estes dados poderão ser tratados por empresas ou setor público. O texto também exige que os usuários sejam avisados quando alguma aplicação usa seus dados e obriga a oferta de opções para o usuário visualizar, corrigir e excluir esses dados. O texto prevê a também criação de um órgão regulador: a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), vinculada ao Ministério da Justiça.

Entretanto, o que isso representa para as empresas que dependem da Internet para atrair e conquistar clientes? O que isso muda em suas estratégias, bastante calcadas no uso de dados para estabelecer métricas e buscar resultados? Bem, é algo bastante importante.

A lei demandará uma nova postura das empresas, mais aberta e transparente, para se comunicar com o consumidor. Por exemplo, desenvolvedores de apps terão que ter o consentimento do usuário para usar suas informações, seja qual a finalidade.

E mais: qualquer uso que for realizado com estes dados – seja CPF, localização, e-mail, nome, endereço e outros – terá que ser discriminado ao usuário. O tratamento de dados pessoais para a prática de discriminação ilícita ou abusiva, que acontece quando informações são cruzadas para usos comerciais que não foram avisados previamente ao usuário, agora é uma infração legal. Um exemplo? Recentemente, um site de pesquisa para preços de viagem disponibilizou preços diferentes de passagem para seus usuários, baseados em informações de geolocalização. Com a nova regulamentação, ações como essa poderão render multa de até R$ 50 milhões, além da proibição parcial ou total do exercício de atividades relacionadas ao tratamento de dados.

A PLC 53/2018 alinha a regulamentação proteção de dados brasileira com as principais do mundo, como a GDPR na Europa, garantindo a privacidade dos usuários e tornando as empresas digitais brasileiras mais atraentes para investimentos internacionais. Para as empresas que estabelecerem suas regras de compliance corretamente, essas regras poderão favorecer o jogo, transformando dados em ativos valiosos. Contudo, a transparência será vital para as organizações.

Estas mudanças geram reflexos até nas funções desempenhadas dentro de uma companhia. Um novo papel que surgirá é o do Privacy Officer, responsável pela atividade vinculada à privacidade e proteção de dados em uma empresa. Misturando conhecimentos de tecnologia e direito, este profissional determinará a obrigação de comunicação à imprensa e usuários sobre casos de vazamento de informações, o que deverá impactar setores vinculados ao gerenciamento de riscos e compliance.

Em empresas menores, como startups e desenvolvedores de apps, talvez não existirá um funcionário dedicado apenas ao cargo de Privacy Officer. Entretanto, será uma função indispensável para estabelecer as melhores práticas e garantir que toda aplicação esteja de acordo com a nova regulamentação. Contar com um parceiro especializado em compliance e segurança também se tornará uma opção válida para estas empresas.

Com a aprovação do projeto, é importante que as empresas se adequem ao novo ordenamento jurídico, informando-se sobre as novas regras e também adotando as melhores práticas de segurança da informação em seus sistemas, evitando possíveis surpresas desagradáveis. Aos poucos, os usuários também ficarão mais cientes de seus direitos e deveres no uso de plataformas online, e as empresas que estiverem “antenadas” terão uma importante vantagem comercial.

*Leonardo Goldim, diretor do IT2S Group.

70 milhões de quilômetros rodados a cada ano. Essa é a trajetória dos ônibus da Viação Águia Branca, empresa da Divisão Passageiros do Grupo Águia Branca. O Grupo Águia Branca é um gigante brasileiro com sede no Espírito Santo que faturou, em 2017, 5 bilhões de reais. A Divisão Passageiros tem como missão transportar pessoas por meio de ônibus que atendem as populações dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Bahia, Pernambuco e Sergipe. A empresa conta com uma rede de agências de venda de passagens própria e outra terceirizada, com aproximadamente 430 unidades no total. “Nos últimos dois anos, estabelecemos como meta estratégica superar em 30% nossa marca de venda de passagens por meios online”, diz César Chiachio, Gerente de TI do Grupo Águia Branca. Essa ação de transformação digital contou com o apoio das soluções F5 Networks.

A base das operações comerciais da Viação Águia Branca é a aplicação Total Bus, o sistema acessado pelos operadores das agências de venda de passagem. Para abrir um acesso Web/Mobile a essa aplicação, foi instalado um conector Web. “Era fundamental garantir a performance e a segurança desse ambiente”, observa Judson Coelho, Analista de Infraestrutura de Produção do Grupo Águia Branca. A meta era encontrar uma oferta que aliasse balanceamento, VPN e segurança – com análise de tráfego criptografado SSL e uso de WAF (Web Application Firewall) – em uma única solução. Após a realização de detalhadas POCs (Provas de Conceito), foi escolhido o F5 Bundle Best, plataforma integrada que oferece todos os recursos buscados pelo Grupo Águia Branca. A empresa também usa a plataforma de gerenciamento da F5 Networks, o Big-IQ.

A excelência da plataforma de e-Commerce da Viação Águia Branca é traduzida em resultados concretos. “A disponibilidade das VPNs SSL (criptografadas) que conectam nossos Data Centers às agências de venda de passagem chegou a 100%, sem nenhum incidente desde a implementação do Big-IP APM”, diz Coelho. O Big-IP LTM, por outro lado, colaborou para que a velocidade de carregamento das páginas crescesse 12,5%. Com ajuda do Big-IP ASM, o WAF (Web Application Firewall) da F5, ganhou-se visibilidade e segurança. O Big-IQ, que gerencia e orquestra todos os elementos da plataforma F5, gera online, real time, informações sobre todos os tipos de ataques – scanners, botnets, Windows exploits, etc. – disparados contra o ambiente de negócios. “Essa visibilidade tornou possível mapear os problemas que atingiam a aplicação e, com ajuda do WAF, resolver isso de modo a propiciar a melhor experiência ao nosso usuário”, detalha João Vitor Britto Jardim, Analista de Suporte ao Negócio do Grupo Águia Branca e gestor da aplicação Total Bus e de seu conector Web. Todos esses fatores contribuíram para que, hoje, a quantidade de acessos à plataforma Web de venda de passagens tenha aumentado 26,44%.

Grupo conta com Diretoria de Tecnologia e Inovação

O Grupo Águia Branca conta com toda uma divisão – a Diretoria de Tecnologia e Inovação – que centraliza a estratégia e a operação de TI e Telecom das várias empresas do grupo. Essa Diretoria é responsável pelos dois Data Centers do Grupo, pelas operações locais e, também, por selecionar parceiros para determinadas ações técnicas. É nesse quadro que entra em cena a ISH, parceiro de negócios da F5 Networks que atende o Grupo Águia Branca. “A ISH é um parceiro antigo do Grupo Águia Branca, sendo responsável por vários projetos de segurança de TI aqui dentro; foram eles que nos apresentaram à plataforma F5”, explica Judson Coelho. Ao final do processo da POC, a soma da expertise técnica dos profissionais ISH com as características do F5 Bundle Best e do F5 Big-IQ levou a empresa a escolher a solução F5/ISH. A ISH participou do processo de implementação das soluções F5 e de treinamento do time da Diretoria de Tecnologia e Inovação que iria lidar com essa plataforma.

Por Manoel Rocha

Quando se fala de RH dentro de uma empresa logo vem à cabeça uma série de etapas: folha de pagamento, gestão por desempenho, avaliação de performance, medicina do trabalho, gestão de ponto eletrônico, segurança do trabalho e por aí vai. No dia a dia, existem tarefas que tornam a área de Recursos Humanos extremamente operacional, fazendo com que sobre pouco tempo para a realização de ações mais estratégicas.

Entretanto, com o avanço da tecnologia e da mobilidade, estamos passando por uma fase de transição.

Assim como ocorreu com o ERP há alguns anos, o segmento de Recursos Humanos também vem passando por um processo de consolidação dentro das corporações. Voltando um pouco no tempo, podemos lembrar que haviam empresas especializadas em contabilidade, financeiro, estoque etc, fazendo com que as operações fossem descentralizadas e independentes.

Para facilitar os processos e ter mais controle e precisão na gestão, ocorreu a unificação dos sistemas e a consolidação do ERP, causando na época uma verdadeira revolução tecnológica. Acontece que o departamento de RH ficou fora dessa consolidação e, hoje, a área vem acelerando o processo de automação para se tornar mais estratégica dentro das companhias.

Diante disso, listamos três importantes tendências de tecnologia da informação para o RH. Confira:

1- Unificação de sistemas e países

As empresas querem ter acesso a todos os sistemas de RH ao mesmo tempo, incluindo a gestão de todas as operações, sejam elas nacionais ou internacionais. A administração de RH para as multinacionais precisa ser global e de preferência feita por meio de uma solução única e integrada, que possibilite concentrar os dados das operações de todos os países em um único lugar. Assim, o gestor consegue saber de tudo online e a qualquer momento, tornando muito mais fácil e assertiva a tomada de decisão.

2 – Gestão de ponto via GPS

Por conta da necessidade de flexibilidade nos mais diferentes modelos de trabalho, inclusive com as alterações propostas na Reforma Trabalhista, as empresas precisam se adequar e serem amparadas por tecnologias que permitam, por exemplo, bater o ponto remotamente e garantir que as políticas sejam inteiramente respeitadas. Hoje em dia, existem sistemas de RH no mercado que possibilitam a gestão do ponto eletrônico por GPS via smartphoness.

3 – Robotização e Inteligência Artificial

O uso de robôs para automatizar atividades operacionais está a cada dia mais presente na rotina dos profissionais de RH. Contar com um sistema que utiliza conceitos de inteligência artificial para processar folha de pagamento, por exemplo, é essencial para reduzir o tempo da equipe com tarefas manuais e liberar os profissionais para realizar um RH mais estratégico.

Portanto, não dá para deixar de lado a automação dos processos na área de RH. Se a sua empresa quer ter mais eficiência e assertividade na gestão dos colaboradores, retendo a mão-de-obra estratégica, é fundamental contar com a tecnologia certa para isso.

Manoel Rocha é VP de Tecnologia e sócio-fundador da Apdata, empresa de software, consultoria e serviços de terceirização em RH.